EX-MINISTRO NEGA À PAULA BELMONTE CASOS DE PROPINA E EMPRÉSTIMOS IRREGULARES NO BNDES

Insatisfeita com as respostas do depoente desta segunda-feira (17) na CPI do BNDES, a deputada federal Paula Belmonte constatou que o ex-ministro do Planejamento no governo Lula e do Ministério das Comunicações no governo Dilma, Paulo Bernardo, usou o tempo de fala apenas para defender o governo passado e fazer ativismo político, fugindo da função da CPI.

Questionado pela parlamentar sobre o papel do Ministério Público da União, da Justiça Federal e do Tribunal de Contas da União, Paulo Bernardo teceu elogios e falou em competências técnicas. Entretanto, ao ter as próprias denúncias elencadas por Paula Belmonte, o ex-ministro justificou com a afirmação de que há erros nessas mesmas instituições.

“Há pessoas escutando e acompanhando esta CPI e é importante a gente não enganá-las. Chega de enganação”, ressaltou a deputada.

Paula Belmonte lembrou que em 23 de junho de 2010 foi assinado o acordo entre Brasil e Angola e na mesma data, em 2016, o ex-ministro foi preso por quatro dias. Quanto à negociação com o país africano, Paulo Bernardo declarou que o empréstimo não foi feito para a Odebrecht, mas para Angola. “Não teve nenhum servidor do Planejamento que questionou. Isso estaria no processo e eu já li todo o processo, não tem isso”, disse.

A afirmação deixou os membros da CPI ainda mais preocupados. Com isso, a Odebrecht se torna uma passagem para o dinheiro que deveria ser investido em políticas públicas brasileiras. “O dinheiro do povo não pode, de maneira nenhuma, ser usado por outros países. Vamos seguir acreditando que a CPI não vai acabar em pizza e vai mostrar à sociedade pelo menos a ponta desse grande iceberg”, declarou.

Segundo o ex-ministro do Planejamento, o Brasil não perdeu com essa e outras operações de empréstimos para países de riscos menores – que foram transformados em risco 1 por uma estratégia na CAMEX – porque havia um seguro. Seguro, inclusive, que ele não soube responder de onde era provido. “O senhor, como ministro do planejamento por quase seis anos não sabe, mas esse seguro é pago pelo nosso próprio país, por meio do Tesouro Nacional. O BNDES era segurando pelo dinheiro do povo. Além de emprestarmos dinheiro, estávamos assegurando”, criticou a deputada.

Dinheiro de campanha

Do contrato assinado com a Odebrecht por U$ 1 bilhão, R$ 64 milhões foram pagos como propina na campanha eleitoral em 2014, conforme delação de Marcelo Odebrecht recordada pela parlamentar. Paulo Bernardo disse que desconhece o caso e chamou o empresário de safado e mentiroso pela delação realizada.

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Fonte: odemocrata
Author: O Democrata

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